quando entro na unha
e corto a carne
abstraio
e traio
meu corpo
morto
quando esqueço que amo
e chamo teu nome
sou menos eu
sou menos homem
não te quis esquecer
só te quis pausar
amordaçar o tempo
encerrar teus dentes
na minha pele
me deliciar
no alicate
da tua boca
nas cutículas
do meu corpo
torto
quando entro na unha
e corto a carne
do dedo
perco meu medo
e a dor que sinto
é apenas a mesma
que carrego
desde que te deixei
FERNANDO CORRÊA [17:00]
mudei-me para o nando co. circus
FERNANDO CORRÊA [14:51]
eu, se choro uma lágrima
sólida de solidão
congelo meu peito, que seca
a espera da tua mão
te amar engrandece meu espírito
nessa falta que me faz o teu suspiro
dessa calidez tão leve que acalma
que de amar e de te amar é que respiro
o amor - paixão e desdém:
desespero por não te ter
numa espera de viver sem
FERNANDO CORRÊA [09:40]
e seu quando eu chegar
tu já tiveres caído, flor?
sabe, a vida desabrocha rápido
teu perfume não é eterno
e o que deixas é só legado
te digo que todo o tempo que temos
é só o tempo de ler um milhar de livros velhos
de realizar meia dúzia de façanhas inconseqüentes
de se enganar a toda primeira chance
e desabrochar deixando pólen no ar
cativas um passarinho
que eles voam, eles sabem
se há eternidade, é no vôo de cada um
FERNANDO CORRÊA [18:35]
poesia? que poesia?
toda rima é um encontro fútil
de sons tolos que se encaram
e se esquecem
coincidências também não há
todo carro que passou pelo relógio
viu o mesmo horário que você
vinte e duas e trinta e três
dúvidas, tu reclamas das dúvidas
mas pior é a certeza
de não te ter, enduvidada
e não te ter é não ter nada
poesia? não há poesia
todo encontro que existia
virou gana e agonia
FERNANDO CORRÊA [23:12]
guardarei comigo tua passagem
de repente, borboletinha
a leveza do ar te sustenta
e tu pousas tão perto de mim
bate as asas assim devagar
e te fito perplexo, te adoro
de imediato, imploro que fiques
e tu voas, qual flores ao vento
FERNANDO CORRÊA [00:38]
idéias (nada a ver com o leitor)
é na minha ausência que me encontras
que não houvesse igreja, família e consciência. aí te veria sem culpa. aí não haveria culpa.
FERNANDO CORRÊA [22:41]
Verdades para Jo Leann
Urgentemente
boa forma de viver
mas tua urgência te ultrapassa
queres fins, princípios e meios
ir do último ao primeiro
no instante em que traça
ao longo de teus devaneios
a idealização que tu renegas
e tua paixão finda de graça
Erroneamente
quis fazer cair o véu
quis falar leve o pesado
desvelei o inferno ao céu
e sem querer pretendi
ser nosso amor, inventado
mas por ser tão verdadeiro
te escapou a dor em lágrima
e no teu pranto, fui veleiro
tentando domar tuas águas
Apaixonadamente
dessa tristeza salgada
tenho pressa em ir pra casa
que é teu peito, minha amada
que é ali que fui primeiro
e fiz comum as gotas ácidas
No aconchego de teu seio
joguemos longe os receios
que te dou amor completo
em troca de teu recreio
e me tens todo, isto é certo
FERNANDO CORRÊA [00:34]
e se de tão leve
eu voasse com o vento
que leva as folhas em revoada
e se levasse a mim também
terias medo de meu amor por tí ser leve assim?
E se fosse todo meu o peso do mundo
e eu quebrasse o lápis enquanto te escrevia
mas não quebrasse promessa feita
e evitasse qualquer desfeita?
Pesado pela cruz nas costas
e preso a tí, que não notas
como tenho o amor mais leve
e a paixão mais pesada
Fico parado aqui
sem saber quem ser pra tí
embora desista de desistit
por ora, decido não decidir
FERNANDO CORRÊA [00:32]
traçar novos caminhos em teu rosto com carinhos
contar-te bem baixinho ao pé de teu ouvido exposto
o modo que teu rosto prende o meu olhar sozinho
e o modo que sozinho fico a imaginar teu gosto
FERNANDO CORRÊA [23:36]
baseado nos escritos de joles dale.
Sopro de vida. não sopre tão forte
pois o peso se foi e minha vida leve, se vai
vira morte
Acendo o terceiro cigarro de hoje
meia noite e meia, novo dia, nova angústia
espera, que só de angústia é viver
primeiro foi esse fogo no peito, fogo ardido, ruim, que dói demais
vão se os cigarros e ficam os dedos
queimados, habeis para encher o cinzeiro
te escrevo essa carta assim: dopado.
o cérebro só tem força suficiente pra pensar
e o pouco que pensa é suicidio, é saudade
e um pingo de autocompaixao que o ciúmes encarna
tu perdes o valor, bato o cigarro em tua boca
que tu engulas meus restos, pois de nós nada resta
tenho um hematoma na testa
e encho-me de duvidas em enxurrada
e o cinzeiro se enche pra que eu me esvazie
mas estou sempre cheio o suficiente
pra só entrar quando sai
bate o vento, onde tu fostes?
que sofrer é pra dois
jogo fora as lembranças, as bitucas
mas as cinzas eu deixo
que o vento se encarrega de leva-las
que alguma coisa a gente deixa pro destino
FERNANDO CORRÊA [15:20]
te sinto tanto
até me espanto
te esqueço (ou tento)?
mais eu sinto e perco o senso
qual meu fim, qual teu começo?
te sinto perto
me sinto preso
deliciosamente, um peso
que eu quero que me esmague
nos aperte, nos afague
te sinto tanto
disatento
quanto quando
assim intenso
penso em ti enquanto tento
resistir a teus encantos
desistir dos meus intentos
de viver todos momentos
do meu dia , do meu tempo
ao teu lado com insensos
quando o quarto se faz templo
FERNANDO CORRÊA [18:37]
te sinto tanto
até me espanto
esqueco, ou tento
te sinto tanto
disatento
quanto quando
assim intenso
penso em ti
enquanto tento
resistir a teus encantos
desistir dos meus intentos
de viver todos momentos
do meu dia , do meu tempo
ao teu lado com insensos
quando o quarto se faz templo
FERNANDO CORRÊA [00:09]
indecisão
ver-te e
verde
diariamente
cheiro
verde
fresco e limpo
ter-te toda
em meio ao verde
ter-te muito
só tu
e o verde
poucos momentos iluminados
de sobriedade, dê-me um sobrado
algumas árvores, nenhum concreto
e satisfeito, eu vivo quieto
com a natureza e tu por perto
preto
branco
diariamente
café
xícara
folha
paicas
letras
tantas
pretas
em meio ao branco
poucas
horas de descanso
só eu
e o texto
vivo a vida desalienado
alucinado, cego, vendado
sendo vendido por muito pouco
entrego prazer e ganho uns trocos
me entrego por comida e sexo frouxo
preto
verde
branco
azul
eu
os livros
as árvores
despida, tu chegas
o texto, o olfato
teu corpo no ato
teu toque, meu tato
teu cheiro no mato
FERNANDO CORRÊA [23:36]
um pouco de mim é triste
é preocupação e mágoa pelo vazio
outro pouco é cheio e seguro
é forte mas frágil, ferro e fio
um pouco de mim é sexo
é pensamento, frustração
é simulação, é problemático
um pouco de mim são horar e horas
de pensar e repensar caótico
outro pouco são segundos, instantes
flashes que eu pesco na multidão
dos muitos poucos que me habitam
que eu sou e que me são
quando sou são e se sou louco
de cada um, há em mim um pouco
FERNANDO CORRÊA [00:17]
o soneto de antoine
vi tua foto como fosse aqui
não fossem os letreiros em neon
te vi sorrindo e também sorri
por perceber o teu momento bom
assim tão longe é tão complicado
de ser aquele que tu me ensinou
por que é muito estar do teu lado
que me permite ser quem nunca sou
quando da tua saída
quis te dar um abraço
um beijo verdadeiro
como acabasse a vida
no último segundo
só te dei o primeiro
FERNANDO CORRÊA [16:07]
Do filme "Amarelo Manga"
O ser humano é estômago e sexo
E tem diante de si a ordem
de ter obrigatoriamente de ser livre
Mas ele mata e se mata
com medo de viver
Por isso meus olhos estão cegos
para não enxergar as falhas desses pecadores
Meus ouvidos escutam uma voz que diz
Padre, morrer não dói (2 vezes)
Estamos todos condenados
Eternamente condenados
condenados a ser livres
FERNANDO CORRÊA [03:03]
com as mãos atadas
te espero deitado
a boca calada
pelos olhos vendados
só sinto teu cheiro
ofegar perfumado
mas me sinto preso
e eu preso, sou fraco
e eu fraco, sou pouco
e eu pouco, sou nada
no último ato
te ato com trapos
te bato aos tapas
te arrasto, maltrato
te corto com cacos
mal fecha a cortina
te mato
FERNANDO CORRÊA [13:27]
bruna não existe.
fui te escrever um poema
eternos versos frustrantes
eu, por mim só, um dilema
persisto em sofrer calado
fui te escrever esses versos
coberto de nexos complexos
a bruma, não sei o que é
a aurora se põe ou nasce?
vocabulos que só me aborrecem
são tão dos outros e não meus
à bruma, prefiro a flora
à aurora, prefiro a tí, Bruna
aos vocábulos, prefiro os gestos
aos outros, prefiro um beijo teu
FERNANDO CORRÊA [18:19]
continuamos
a dormir sozinhos sob o mesmo teto
a comer sozinhos à mesma mesa
dirigir sozinhos o mesmo carro
conversar sozinhos o mesmo assunto
e você do meu lado
o tempo todo.
obrigada
FERNANDO CORRÊA [14:36]
editado. alguns poemas não são verdadeiros e eu tiro.
FERNANDO CORRÊA [22:59]
na aula de sociologia
A lembrança do beijo
vem do reflexo do meu rosto
no óleo do teu
pude ver minha expressão
no limite do tempo
que dividiu a ansiedade do deleite
da aspereza no deslizar de línguas
E o relaxamento tântrico de tuas mordidas
é dinamite que explode negativa
e absorve todo o ambiente
e como energia atômica no abdômen
esse exterior, como um todo some
nada traduzia ser homem
se não o sentimento de tédio
agora, quanto mais te tem, mais adoece
pra ter em tí um remédio
a lição de antoine
Quando vem esse vazio que enche de memórias
E que a nostalgia toma o lugar do gozo
Tua frase me cai como uma mão
Que me puxa do poço, e respiro aliviado
Que o repuxo leve, então
com as idéias boas, as ruins
com as as águas vivas, algas mortas
Com o lixo dos humanos, deles também, os medos
E que volte tudo com a onda
Depois de uma boa mexida
E dessas más oferendas
Uma avalanche de VIDA
Transborde como maré alta
FERNANDO CORRÊA [22:53]
o mistério acabou
quando acabou a espera
e aumentou o desejo
quando acabou a espera
e explodiu com um beijo
quando acabou a espera
e foi cremoso, "um queijo"
cheiro de primavera
e foi um estalo, um feixe
de luz na minha cara
o mistério acabou
quando te olhei no olho
quis ver teu interior
mas ví tuas intenções
ou me enganei, que seja
e me atraiu, e um medo
do teu mistério, vendo
surgiu do cheiro doce,
do gosto de cereja
me deliciou, me beija
me morde se deseja
(e bem eu que colho
preocupações
bem eu que não planto
a planta dos pés no chão
passei todo o domingo
lembrando o pesadelo
que a cama me proporcionou:
o mistério acabou
acabou a inspiração
soltei a tua mão
te dei o último beijo
preparatório para
a despedida e quis
um beijo infinito
quando da tua saída
soltei a tua mão
prendi a respiração
e o mistério acabou
o amor ficou no chão)
acordo e sorrio aliviado
que nem sonho de amor é bom
FERNANDO CORRÊA [05:49]
fui te dizer o quanto te amo
e transformei em números
minha infinita paixão
pruma guria especialíssima.
te amo
te amo de um jeito
que só a tí
e só por tí
eu amo
não como pais
nem como filhos
amigos, irmãos
te amo o amor
que tu inventaste
na tua eterna arte
de surpreender
te amo um amor simples
e complexamente
inexplicável
como simplesmente
me deixas bem
quando sorrias também
sou teu reflexo
te amo não sei como
te amo não sei quanto
pois, que te vejo
teu rosto, mal beijo
me despeço
e desejo ter de tí
nem tudo que peço
mas que mereço,
pois te ajudo
se quiseres
e te adoro
sem pedires
por que amo
esse amor gratuito
valoroso
que credito
a ti, querida isa
que o amor não é bem dado
mas guardado
pra quando se precisa
FERNANDO CORRÊA [22:02]
Gâmico
A tua isogamia indiferente
e minha heterogeneidade pensante
combinam-se tão homogeniamente
que é quase gay o nosso amor isogâmico
O meu tendão de aquiles são tuas roseas
tão suaves e tão belas, tu és repleta
do meu tendão de aquilas, tuas pétalas
tuas roseas rosas pétalas, que suaves
quando caem, quase caio
quase morte
Mas não é nada, toda vez
em que tua unidade, te esvais
despetalada e nua
Te vejo despontar tão bela e rosa
noutro patamar da minha prosa
de tentar me aproximar só no falar
desculpe, flor
não vejas tudo trovoado
não sou culpado se não guardo
teu amor
FERNANDO CORRÊA [17:14]
coragem de escuro
não há vigias na orla
a noite parece tão calma e segura
quando ninguém observa os passantes
até os vagabundos passam despercebidos
o breu noturno faz o silêncio rendido
quando a orla jaz descuidada
e os seguranças não nos apontam
suas lanternas fuxiqueiras
até os criminosos que ali caminham
são democraticamente inocentados
a noite não faz julgamentos
dos que vivem a vida na beira
FERNANDO CORRÊA [15:59]
praia da barra
a lua ainda se esconde
e escondida, não se sabe onde
só restam o plâncton e as estrelas
de luz visível, que para vê-la
só restam os olhos loucos das faceiras
e dos perdidos que dormem na areia
e a lua que ainda se esconde
ninguém sabe onde
FERNANDO CORRÊA [15:55]
dina
o evangelho condena
mas não o sigo
entrei no quarto de dina
escondido
que sentimento infantil
senti ao ver suas fotos
e fotos minhas também
me arrependi
por não tratar ela bem
reclamo das passas
e ela, que passa
a vida entre o fogão
e as roupas que passa
finge que passa
que magoas que guarda?
espero que poucas
corróe-me o peito
a ardencia de ver
que o tempo que chega
deixa todos mais cheios
de criticas, de dor, de medo
esquecei todos esses receios!
e eu, outrora seguro
na troca mútua de amor com ela
já não me sinto tão puro
nem choro nos meus devaneios
por que já chorei por dina
por pensar nela não mais aqui
e ainda a tenho
e ainda esqueço
que da sua lida diária
de negra-mulher operária
nem sempre se vive feliz
e eu lhe devo tanto
e tenho tanto pra lhe dar
que guardo pra mim
ficarei mais feliz
se todo dia fizer
ela sorrir
vai que ela já nem imagina
como eu a amo
dina
FERNANDO CORRÊA [17:17]
Sabe, faz um tempo
Que fez muito tempo
Que eu não dava um tempo
Pra mim
Pra pensar nesses tempos
Que damos de tempos em tempos
Para estender esse tempo
Que passamos juntos
Quase nunca juntos
Pseudo-conjunto
Tal qual um casal
Num casa-não-casa
Quando um está em casa
O outro bate asas
Sabe, acho que é tempo
Dum basta nos tempos
De dançar no tempo
E ficar pra trás
Façamos do próximo
Tempo infinito
E demos um fim
Nessa enganação
Sabe faz um tempo
Que eu engano o tempo
Agora é tempo
De auto-compaixão
FERNANDO CORRÊA [15:05]
poema infantil, momento sem inspiração mas vontade de escrever.
Saída
A saída pros anceios
É a saída pro recreio
Da infância que guardamos
Dentro do peito que envelhece
Ao sinal tão esperado
Levantamo-nos apressados
No que é bom, todos pensamos
Preocupações a gente esquece
A saída pros anseios
É varrer preocupações
Para o lado de fora
Quando acaba o recreio
e a tristeza
foi embora
FERNANDO CORRÊA [02:33]
tâmega
Ao amigo que se vai
Do amigo que fica
Te desejo a paz
Somos nós dois quadrúpedes
Somos nós dois pensantes
Somos nós dois mortais
Somos nós dois iguais
Meu amigo amado
Não te assustes se caso
Ao olhar pro passado
Não achares a mim
É que estou guardado
Num cantinho agachado
Dum latido aguardado
Que deixastes de dar
Se te falta a força
Que outrora esbanjastes
Saiba que edificastes
Tuas memórias em amor
Se pulavas um muro
Hoje paras o vento
Em teu sofrego lento
Causa em meu peito ardor
Meu amigo querido
Esqueci do momento
Pra lembrar nosso amor
Lembrarei dos bons tempos
Pra esquecer a dor
FERNANDO CORRÊA [13:22]
Ao Tamega, um cão, um irmão, que se vai.
Eu que
Esqueci do vento
Pra lembrar da flor
Lembrarei bons tempo
Pra esquecer a dor
FERNANDO CORRÊA [13:08]
Não te pergunto
Se gostas, se amas
Se lembras, presumo
Que juntos na cama
Explique em toques
Do calor da chama,
Prefiro o mistério
E se me indago
Sobre teus valores
Eu sei, não te trago
Estes meus temores
Gosto é que provoque
Meu calor na cama,
E o resto, que importa?
Se a tí, te apavora
O silêncio que escolho
Esqueça o que há por fora
Pois no fundo do olho
Guardo...
Não queira conclusões,
Prefira o mistério.
FERNANDO CORRÊA [00:35]
Quando penso sobre a vida
E tão sofrida que ela é
Olho para dentro de mim
E procuro pela luz
Sofrimento inevitável
Que abala mas não cega
Deixa que eu veja a saída
Deixa que a luz me conduz
Diminui o sofrimento
Agüento
Pelos bares em que eu
Me matava a cada gole
Deixei mágoas que não saram
Mágoas que a gente escolhe
E que podem ser motivo
Pra morrer ou pra viver
Eu sempre escolhi a vida
Sofrida
mas vivida
Quando penso sobre a vida
E tão sofrida que ela é
Olho ao redor de mim
E procuro por aquele
Que jamais chorou sozinho
Para dar-lhe um troféu
Mas jamais encontro este
Que jamais viveu o pranto
Pois ele está escondido
E seu choro, ele vomita
Por ter medo das lágrimas
Ácidas
Pelas ruas em que eu
Procurava este homem forte
Deixei espinhos pra que ele
Um dia se espinhe e chore
E aceite então a vida
E deixe ela lhe guiar
Sofrida
mas vivida
La más intrigante
Intrigante num instante
Noutro instante, como antes
Sente algo que não sabe
É intenso, ofegante
Outras horas tudo cabe
Num cantinho da estante
Intrigante desvendá-la
E por trás de cada fala
Sua há mais um segredo
E seu silêncio pensante
Eu só quero que acabe
Num instante ofegante
Num instante de desejo
No sofá marrom na sala
E por trás de cada fala
Eu a quero tão somente
Não só de corpo presente
Mas com a alma reluzente
É intrigante desvendá-la
Tão falante ou quando cala
E ainda que ausente
Ou não sentindo-se tão bem
Ela ama e é amada
Ela chora e consola
Ela é quente e ela é fria
E completinha, ela completa
Quem tiver a alma aberta
E sentimentos desperta
E eventualmente acerta
Nessa vida tão incerta
Em que o momento é o seu guia
Tão intenso um novo dia
FERNANDO CORRÊA [21:42]
Os dois lados da vidraça
De um lado havia marcas
tantos dedos, todos sujos
Da gordura, havia marcas
dedos negros, todos rubros
De sangue, havia marcas
tantos medos, todos mortos
Quando o dia raiava
Deste lado da vidraça
Poucos raios transpassavam
Parece que nada passa
Pelo coração dos negros
Parece que nada passa
Pelos segredos e dedos
D'outro lado da vidraça
Deste lado, tudo errado
Tudo lindo, dedos nobres
Nada certo, dividido
Entre milhonários pobres
Deste lado o vidraceiro
Ganha em cheque sem fundo
De tanto vender espelhos
Que alimentam os imundos
E as vidraças que separam
Desiguais esses dois mundos
Sonhei que eu acordava
E a vidraça quebrada
Me lembrava das infâncias
A abastada e a injustiçada
A minha e a de outro guri
E observava perplexo
Por que sempre fora assim
D'outro lado, o reflexo
Parece não bater em mim
Deste lado da vidraça
Há alegria em ser criança
Deste lado, todo errado
Pois n'outro a esperança
é vingança como o dinheiro é nada
é morte de vida esquecida
é choro por leite derremado
mais desamparo aos desamparados
um lado fosco, outro espelhado
pelo mesmo Deus, abençoados
FERNANDO CORRÊA [13:21]
Abstive
Fui embora de minha antiga morada
Eu, minha amada
e Bazica, o cavalo fantástico
Que enrolado em folhas de seda
Me levava pra longe de onde
avaliava a situação
Com olhos fechados, mas do coração
bem providos de sangue rubro
Fui embora e quase choro se lembro
Tentação forte, não me forces
É tão duro viver na abstinência
De Maria, não do absinto
é natureza sua essência
Ambos tão verdes, ele veneno
Ela dilata, ele faz pequeno
Esse meu mundo perceptivo
E meu Bazica amado é instintivo
Despera em mim o seu instinto
Natural
É por isso que sinto
Falta tanto dos dois
Mas Bazica era velho
Já não tinha o efeito
Que um bom companheiro
Causa em seu comparsa
E Maria queria
Que eu vivesse pra ela
Más o mundo me chama
Para além da janela
Chega de quarentena
FERNANDO CORRÊA [14:57]
Eu estou no mar
estou a deriva
direção incerta
A vela aponta
sem conta da seta
não há linha reta
sentido? nenhum
Estou a deriva
Derivo e escrevo
E neste lugar tão deserto
não sei o que quero
o mar é incerto
mas pior é o navio
em que o velejador
acha que tudo viu
mas não viu a dor
nem sequer sentiu
Se o mar é incerto
eu ao menos tento
nem sempre acerto:
boto a culpa no vento
e movo a vela
Mas não me preocupo
pois eu ví a luz
e eu, viajante
já fui e já vim
e sei que um instante
é o bastante pra mim
e pro vento mudar
e pro barco voltar
e pro mar acalmar
e pro mal acabar
às vezes convém
limpar o convés
(marujo)
FERNANDO CORRÊA [13:23]
words for weedog
tamega is weed-dog
the lion, the king
of the kingdon "da sky"
nickname? weedog
the dog that got high
not once, more than twice
his name comes from the weed
which he-it doesn't like
when i'm high
when i'm just as high
as stars in the sky
i like to come by
with some imagination
or just crazy ideas
creating ideals
or just giving love
to my dog
weedog is getting old
so's his soul and his bones
hadn't the doctor just told
sooner-later'd come tru
that things god has constructed
shall the nature destroy
germinating some good thoughts
turning pain into joy
as you picture another world
not putrification bacteria
not a virtual world
not the usual virus
which are not bacterias
call it death, call it soul
doesn't matter material
weedog's been in this world
for somelong
but howlong
should him wait
till some day
doesn't long
long (enough)?
pro tâmega.
FERNANDO CORRÊA [01:14]
A felicidade
Está aqui e ali
Mas se não está aqui
Ali também não a encontrará
A felicidade
Não está na "cidade"
Mas na "feli"
Que junta-se ao "z"
De zelo e apego
E assim se é feliz
Não procure por ela
Sob o tapete sujo da sala
Procure sob as tristezas
Por que todos passamos
Ali a encontrará
Como pedra bruta
Querendo brilhar
O polimento é a luta
FERNANDO CORRÊA [23:02]
Emotion inside
No way to hide
It grow and it shines
Through your eyes
No way to lie
And now
You're going
To start it again
New beginig, no end
Cause if you understand
That you're ratter here
No silence
Shall interrupt
This different music
That you live
FERNANDO CORRÊA [17:08]
O Bergamota Sinsemilla...
É um blog sinsemilla
Polpudo sem caroço
Tipo costela sem osso
Melancia que dá gosto
FERNANDO CORRÊA [12:22]
Grita!
Eu gostaria de declarar-me culpado
de ter coragem, assumo meu brado
de admitir, declarar-me culpado
por que errei, declarar-me errado
Eu gostaria de declarar-me culpado
de ter coragem e de ser culpado
por ter agido às vezes errado
e de errado, às vezes roubado
gostaria de declarar que fui fraco
Eu gostaria de declarar-me culpado
Não só por tudo que fiz de mal grado
Mas de ter culpa por ser o errado
Agora que o certo-alienado
Derrotou o radical mal-falado
Nesses dias do certo errado
Me declaro culpado por pensar
descansar e tentar e de rir
e culpado por não me importar
e ainda assim indignar-me
lhorar e orar e o ar
Encarrego-me de preservar
Se fumassa, em evento, a fizer
Que não seja fumassa qualquer
que ao menos afague essa culpa
que seja forte contra as desculpas
que aceitamos, cérebros lavados
Que seja do verde que cresce nos matos
Que cresça em nós a revolta aparente
E que crescente, se faça ação
Pois tenho culpa em meu coração
Por submeter-me ao inimigo que insulta
A liberdade de percepção
sycho river
O Guaíba está de luto
Pela perda do calor
Que aquecia o seu corpo
Nesses meses de verão
Que acabaram e hoje são
Dias frios que a névoa cai
Sobre o lago, e que se vai
e o lago fica
O Sol hoje foi embora
Sem despedir-se, despir-se
Dessa névoa tão espessa
Foi embora que eu nem ví
Ei, mocinha bucólica
De olhos sicóticos-pí (sicóticos-pí-sicóticos)
Veja através da névoa
Que o sol ainda está alí
E o Guaíba, distante
Exala gases corantes
Da energia irradiante
Se faz um arco-íris vibrante
E nada mais é como antes
Olhos perplexos
Tão lindo o reflexo
No verde do rio, dos teus olhos, do beck
Poucos reflexos
Do corpo mas do intelecto a jorrar
FERNANDO CORRÊA [01:59]
Rá! eu em participação especial. me sinto idiota escrevendo pra mim mesmo. me sinto mais idiota ainda quando leio os poemas lá de trás, dos arquivos do início dessa balela virtual. cara, quanto lixo! não que eu ache que tenha melhorado, mas pelo menos do novo eu ainda não enjoei. hã-hãm, vou viajar, esperem uma fase podremente criativa de mais. se eu não postar aqui nem no bergamota (sinsemilla.blogger.com.br), postarei no bongs of freedom. esse eu posto o endereço depois. to falando assim pq de repente eu realmente fale desse blog pra alguém nos próximos meses. será?
FERNANDO CORRÊA [23:36]
E ela me ensina
E aí eu percebo
Que perco a rima
Porque tenho medo
Minha mãe
Nem sempre tá'em casa
Mas seu cheiro já mora aqui
Cheirosa tal flor sazonal
Formosa a tons de Jasmim
FERNANDO CORRÊA [12:30]
esse aqui era pra tá la no bergamota (http://sinsemilla.blogger.com.br)
Vão
Minha mãe mesmo falou
Que a lei está errada
"E se tu me perguntar
se eu concordo com a tal
da proibição
Eu te digo que não
que é tudo em vão,
E não serão poucos problemas
Criados e são
Criados dilemas
Criados em vão
Mas pra ele, chefão
Problema é poluição
E não ser morto por ladrão"
E...
O que é vencer na vida então?
O que é vencer na vida em vão?
Hoje ao sair de casa
Vi dois jovens explorados
Pelas mãos sujas de armas
De covardes fardados
E eles não tinham nada
Mas ELES tinham raiva
Marcados pela ganância
A ignorância
E a relutância
É motivo pra tiro
FERNANDO CORRÊA [14:45]
Vezes
As vezes você não sabe
por que não deveria saber
Talvez não esteja escrito
No livro da vida a viver
Não chores, não grite nem clame
Que as coisas são sempre contigo
Que essa tal de vida te odeia
Só por você ter nascido
Não diga que é injustiçado
Aceite a indecisa derrota
As vezes você é o culpado
Comete o erro e nem nota
Insiste, persiste e desiste
Desiste das coisas erradas
Não chores, não clame, não grite
Deprima-se e não faça nada
A vida pra você é nada
Mas ainda assim faz planos
Dos quais não realiza nada
Nos seus já contados anos
Deixe algo de bom
Um sorriso, um poema, um som
Did you see me falling
that day in the bar
I bet you didn't see
cause I was falling to pieces
and you're not good
to see this things you call silly
FERNANDO CORRÊA [17:31]
aí algumas coisas meio de outro estilo... meio sem estilo.... meio ruim.
Respire-se
Não acho a inspiração, você diz
E ela diante do seu nariz
que exala essa fumaça espessa
e você não vê
Você que tanto fala da tevê
que mente sobre a polícia
E o"F" e o "T"HC
e agora, cego
diante do que acreditou saber
você fraqueja e teme ser um ninguém
Mas não se assuste, lhe digo que é algúem
É apenas seu cérebro anestesiado
FERNANDO CORRÊA [23:08]
De que vale o céu azul
e o sol sempre a brilhar
se você não vem
e eu estou a te esperar?
FERNANDO CORRÊA [00:41]
humm, ultimamente eu estou tendo dificuldades para pensar do que escrever, acho que escrevi muito tempo sobre a mesma coisa ("nada"), ou inglês, lingua na qual só escrevo musicas superficiais....dã, que idiota ficar se diminuindo, odeio quem faz isso.
bom, aí vão alguns escritos sem graça de fevereiro na praia (tudo bem, é difícil ser criativo quando se bebe a noite, dorme pela manhã e vegeta de tarde).
poet-no-sense-life
A mãe recebeu
do filho poeta
o mais novo exemplar
de sua obra completa
Cobriu-se de orgulho
e cobriu-lhe de beijos
abraços, carinhos
e lhe disse baixinho
"Que filho exemplar,
tão bem sucedido,
quando o dia raiar
já o terei lido!"
Primeiro poema:
"A vida é um problema"
"...Pôr fim a minha vida,
derradeira saída..."
Bem antes do desfecho
já aos prantos, fechou
o livro e indagou-se
"onde foi que eu errei?"
tão tola indagação
os versos desesperados
eram tesouros guardados
em latas de pão
Felicitações, então
à tal mãe de poeta
por ter dado a luz
à tão brilhante tristeza
Nausente
No deserto dos fragmentos de dor
ví nascer esta árvore rústica
sem beleza, sem fruto, sem flor
mas de fortes raízes provida
Buscou água já perto da lava
Esforçou-se na busca da vida
No deserto de areia explosiva
Que os sol como pólvora ativa
E que queima a arvore já sem vida
No deserto dos fragmentos de dor
Arvorezinha caída sem flor
Ainda que a vida assim o queira
Que pelo menos descanse em paz
no mais belo jardim de roseiras
Econsciente
Apresse-se pois o mundo envelhece
tão rápido quanto uma vida que se vai
em mais uma esquina da vida
O céu cheio de demônios em fuga
Causa no mundo os vulcões, essas rugas
e os terremotos, parkinsons terrestres
apresse-se, o mundo envelhece
preserve, o velhinho agradece
o seguinte poema já foi mais obsceno...
Estou a espera
da menina especal
que gostará de mim
com meu gênio anormal
me ache surreal
mas adore meu p*u
uma guria legal
Que viaje comigo
pro calor da fogueira
e olhando a fumaça
que se faça fumaça
nosso próprio calor
Que me beije na boca
e encaixe em mim
e quando a gente gozar
diga "sou tua garota"
e eu serei só dela
E quando a gente dormir
no encontro de coxas
que ela veja poesia
na infinita energia
da rima perfeita de nossos corpos
FERNANDO CORRÊA [00:23]
resgatando algumas poesias menos viajantes
comentários funcionando!
bem vindo à paisagem
Das cores que me envaidecem
Daquelas que mais me encantam
Algumas me desagradam
Em dias de céu tão cinza
Quando o cinza não é só céu
Mas um mundo de concreto
De sentimentos deserto
Em dias de céu tão cinza
Quando a nuvem que vem avisa
Qua a chuva é passageira
E que ficar de bobeira
É a solução
Poema de ônibus I
Achei que estava
ficando louco
aos poucos
ao perder a consciencia
ao perder o tempo
ao perder-me
ao perder-te
Achei que estava
ficando louco
por muito pouco
por querer a bonança
por querer o vento
por querer-me longe
por querer-te tanto
Achei que estava
ficando louco
de tanto correr
de tanto cair
de ao te ver passar
desejar-te que me queira
Ao beijar-te junto ao queixo
Peço-te que não te queixes
Não te assustes, só me queira
Pois submissa te quero
E submerso(em versos e dúvidas) te espero
A batalha do tempo contra a poesia
A poesia foi embora com o último rastro de fumaça
Deixou o presente que não ficou não a memória
Pois poesia não se basta de imagens, a poesia está no momento
Se o momento se vai, a poesia fica
A poesia foi embora com a última tragada vencida
Deixou o presente que não ficou na memória
Pois poesia não fica, empenha-se para o futuro
Momentos passados em poesia são história"
Paixão 100 métrica
É paixão, paixão dobrada
Sofrida, querida sempre lembrada
Nas horas de estudo, nas horas de ócio
Nas horas de sono, sempre sonhada
As vezes já velha, as vezes no inicio
Se é velha é amor, no início é paixão
Paixão adolescente
De barba na cara, marmanjo carente
Que já não estuda, sem concentração
Que esquece do resto, da vida que há
E neste instante se põe a lembrar
Mais uma vez da já tão lembrada
E de tão lembrada, por ora manjada
Mas nunca esquecida, paixão da vida
Por um instante, paixão eterna
Noutro, paixão acabada
Passada
Doída
Chorada
Esquecida
Paixão
Mas agora, intensa, quase não aguenta
O seu próprio peso, sobre o coração
Por dentro, aumenta
Explode com um beijo
Paixão que é desejo
De companhia e de carne
De amizade e tesão
Por um instante, o mundo
Por um instante, um segundo
Só teme o não, o golpe injusto
Que fere a alma e fere os dias
E a tanto custo, paixão se esvazia
Transforma em noite o sol da manhã
O corpo já não responde aos estímulos
Da mente cansada de solucionar
Tão incompreensível este sentimento
Mas tão gostoso enquanto dura
Ora veneno, ora cura
É ambiguidade, morder a maçã
Mais deliciosa que pode existir
Faz chorar de tristeza
E de alegria, rir
Rir do sorriso do outro
Que olha no fundo dos olhos
Busca na escuridão a paixão que acalma
Que faz desistir e faz seguir
E é o suficiente
E nada mais vale a pena
E o tempo que resta
Que era interminável
Agora corre em oposição
E triste é o dia em que alcança
(Afinal, todo mundo se cansa
E cansada, se esvai a paixão)
Por um instante, paixão tão forte
Noutro, paixão acabada
Passada
Doída
Chorada
Esquecida
Morte
Mrs. Missed
And I know that you must feel it much more than I do but
I can't think of other things but crying with you now
If we're sad, let's express
Anytime you feel the need to talk to me, just do it
It doesn't matter what you wanna say
For me is a pleasure just seeing your face
But then you ask
"Why are you saying that to me?
I think you lost sense of ridiculousness."
Baby, your opinions are all wrong
You're always wrong
Don't come crying now, it doesn't matter how
I just don't want to lose my place
And now I can't take just seeing you face
You used to be the one
Now you're the boring one
I think you are so ridiculous for asking
"Why are you saying that to me?"
Then I know that you will miss me much more than I'll miss you
But if we kept on trying we would be fooling ourselves
And I don't want to scream "go to hell"
If sometimes you feel the need to talk to me, don't do it
Cause I don't wanna tell you the bad things I have to say
And the list keep growing every day
And you wonder
Why am I saying that to you
Why all our love has disapeared right now
And if I'm writing you this song
It's cause I'm not strong...
...enough to realise, that sometimes we reach
The limit point, the ending line
Now I will pretend that I don't like you
But you're smart enough to know that I
Didn't wanna say that to you
De repente
De repente do meu olho uma lágrima escorreu
Com saudades do encanto entre o meu olhar e o teu
De repente meu coração traído e pisoteado
Chorou pela lembrança de ter estado apaixonado
De repente fui invadido por dor e incompreensão
E lembrei que tu falavas de amor e de paixão
De repente lembrei de como tinha esperado
O momento de te ver pra depois ser abandonado
De repente eu lembrei dos cartões que me enviaste
E de como tinha sido bom ler o que tu sentia
Num instante percebi que tudo o que eu precisava
Era te fazer feliz e ter a tua companhia
De repente recordei a primeira vez que te vi
E confesso que então até raiva eu senti
E lembrei que um dia te ouvi dizer
Que estava alegre por estar ao meu lado
Mas de repente não entendo o que saiu errado
De repente senti minha boca mordida
A boca que sorria e te fazia feliz
De repente tentei achar um rumo na vida
E toda minha paixão se transformou em ferida
De repente tu já não sentes mais nada
Tenho inveja da tua capacidade de esquecer
De repente por que não foste tu abandonada
Nem sei por que insisto em tentar saber
Por que de repente me sinto confuso e triste
Como tu consegues saber tanto o que quer?
De repente passei de um cara sortudo
A um simples amigo ou um cara qualquer
De repente o pior não foi ser esquecido
De repente estão certos, és ainda criança
Não há mais esperanças, mas eu sei que consigo
Deixar a porta aberta para fugirem as lembranças
E talvez tu nem lembre, mas um dia choraste
Ao percorrer a distância que então nos separou
E mais lagrimas correram quando a saudade apertou
Mas assim, de repente, a paixão se apagou
De repente um dia ainda vais perceber
Que o medo de amar só faz sofrer
O coração que deu o sangue por você
E que agora se contenta em viver
FERNANDO CORRÊA [19:55]
pessoas lúcidas desconsiderem o último poema...
FERNANDO CORRÊA [22:05]
isssaaa. feliz ano novo pra mim. dã.
sirenes de bombeiro me fazem escrever no banheiro.
sirenes e gritos
por eu mesmo
bateu
uma e quarenta
quarenta e cinco
quinze pras duas
bateu e não deu
cinco minutos
encheu
encheu de bombeiro
encheu de policial
encheu de gente curiosa
encheu de sangue
bateu
bateu de frente
pra mostrar
pra acordar
atordoar
de frente e forte
e morreu
e mesmo assim
ninguém notou
bateu
bateu no vazio
e nem 5
nem 5 minutos
são necessarios
esquece
esquece de tudo
e no outro dia
é batido
por josé da costa mellanes
o milanesa
no obituário do jornalzinho
do vilarejo três oncinhas
perto da esquina
da 53 com a terceira
bateu e morreu
de morte morrida
correu da cansera
mas a cansera arcansa
as perna cansada
de dor e de cancer
e na plenitude
da tal juventude
por último ouviu
sirenes
e gritos
deu perda total
vidas perdida
vida perdidas
vim'dasperdas
não sou vida
sou ódio
sou dó
e dói
dói
FERNANDO CORRÊA [01:02]
bela letra de música(recomendo q escutem em tramavirtual.com.br/draminis).
Primeiras pessoas (Eduardo-Draminis)
E no final é sempre tudo igual, parece ingenuidade acreditar
que o amanhã vai ser legal, que tudo será como era antes, cai em todos instantes
preciso de alguém pra me levantar
Acho que estou sozinho mas minhas pernas não cansam de caminhar
meu lema é tentar, parece um pesadelo
eu sinto tanto medo em pensar, de tudo que eu sonhei
algo acontecerá?
Pra que planos? Quem precisam deles?
vamos viver a vida por viver.
Um dia apenas para ser feliz, diga que ama alguém, talvez assim vá melhorar
Mas tomemos cuidado para não nos machucar, nenhum de nós somos inabaláveis
vivemos com tantas mentiras, que as verdades chegam a ser contestáveis
FERNANDO CORRÊA [21:46]
no use! no use! no use!
BEST REGARDS!
Don't take it so hard,
we're not against you
It's really not that bad,
It's just that they
want you to think that it is
I'm over the past but I can't defend you
so I'll say it one last time before I leave
that life behind
It's easy to abuse the friends that end up screwed
just take one for the team, I hope you're happy
It's hard to believe that once
there was something
there's something to be said for sinking
the ship that I wanted to sail
you don't have a clue,
you never can and never will
but I'll suck it up and lie,
with all my dignity and pride
These words can't say it all,
you're feeling ten feet tall
and stronger everyday,
I've learned to walk
I've learned to walk away
So easy to confuse another lie that's true
you'll find out for yourself,
I hope you're happy
FERNANDO CORRÊA [20:35]
tripy tripppppyyyyyyyy.....
...o poema "Como o mundo" é confuo?
Ou é confuso como o mundo?...
nháca
Como o mundo
Um dia
Olharei à paisagem
E tudo até que enfim
Será o que hoje
Não consigo traduzir em
pensamentos
ou
palavras
Entender o que não entendo
ao olhar
notar que há sempre
algo que não vejo
A intenção
por trás do beijo
Não são as casas
nem o jacarandá
O dedo sujo
Travestido em luva
Não é a nuvem
tampouco a chuva
Não está pra sonho!
E nem ao esforço,
companheiro
Atribuir-se-á uma explicação
Será desejo o que eu vejo
A melhoria da situação?
Tão tolo sou eu
tentar entender?
O que vejo na paisagem
que não é arte nem quadro estático
Sujeito a pausa, apreciação
O que contemplo
apático
É o por quê
da excistência
do mundo
Onde a enloqüencia
me presenteia e me esporra
em vão
Nem esperãn
sa
Nem experiên
sabendo que o mundo está se auto corroendo
Nada que traduza essa visão
Apenas um "vi" bem grande e homo
um beijo bem doido na mão
Ó tardes de ócio! E eu hei
De escrever o que sinto por ti, pois sei
Que assim fizeram os que tanto mudaraqui
No mundo em que vivo não há lugar para
Viver feliz enquanto tris te vejo só
Na companhia de tantos outros ermitões
Que bradaram juntos palavras de progresso
E tão reverso este progresso controverso
Transforma em trapaças sujas nossos gestos
É o progresso propagando solidões
Acorda-te!
Acabou!
Acabaram!
Contos de fadas,
com fadinhas,
fim feliz...
Nada!
Além de órgãos
São (e nada! toca)
Nossos
Corações
FERNANDO CORRÊA [15:00]
letrinha de música gozada....
Mary-neck-twister
Since she was a kid
She always wanted to be a boy
Cut her barbies hair
And put a dick between her legs
Spent her nights awaken
Playing with her brodies' toys
And in her adolscence
The fight were her only joy
Mary neck twister
Why did you broke my arm
I didn't mean to offend you, it's just
So hard to comprehend you
OUCH
I hope one day your implanted dick will fall
Like a meat stake with blood, it'll hit the ground
You have to be a woman after all
Is a dick in your hand a good way to end your night
FERNANDO CORRÊA [11:08]
só pra dá uma viajada, uma visão pseudo poética da felicidade:::
rise
Do you feel
this feeling
that comes
shining?
Explosion
inside
no way
to hide
it shines thru your eyes
no way to lie
to no one but yourself
do you feel it
shining?
Is it bad
(as it is
for me, it
is for sure)
does it hurt
when it goes
suddenly
do you cry
when you miss?
Cause for me
just to be
here is pleasure
here is fun
do you feel
like a bird
when it comes
shining?
FERNANDO CORRÊA [21:32]
poema de hernandes e los teagacês
Sentado no jardim
Atrás da minha cortina de verde
Vejo concreto, cinza, azul, artificial
Por que o azul do céu não é Royal
Nem o branco dos olhos tão branco feito cal
Minha água é tão clara
Como aberta a torneira
Como viesse do cano, da caixa, da água
Mas vem da piscina
Transparente clorofina
Com folhas boiando por cima,
Ensina
Que nem tudo
É tão claro como a gente, aparente
Mente pensa
Flores que caem, que chovem
Que a grama fica colorida
Colore um pouco a minha vida
Colore com cheiro de flores
Minha vida, de amores florida
FERNANDO CORRÊA [14:03]
antes de tudo, AUGUSTO DOS ANJOS, grande poeta acima de tudo, qualquer escola ou nacionalidade....ta bem mau escrito, nao lembro nem o nome...
ves...
ninguem foi ao enterro de tua ultima quimera
somente a ingratidão - essa pantera
foi sua companheira inseparável
acostuma-te a lama que te espera
e ao homem que nesta terra miserável
dorme entre feras
e sente a necessidade de tambem ser fera....
toma um fosforo
acende teu cigarro
pois o beijo amigo é a véspera do escarro
e aquela mão que afega é tambem a mesma que apedreja
se alguém causa ainda pena a tua chaga
apredreja essa mão vil que te afaga
e escarra nessa boca que te beija
só pra manter atualizado o blog que quase ninguém comenta (e do qual eu não falo pra quase ninguém), uma letra de músicaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaAAAAHHHH
traição do "eu"
te traí
mais do que te disse, mais do que sonhaste
e pedí que o tempo que passou não mais voltasse
arranjei o que fazer
achei que ajudaria a esquecer
que pedi pro tempo levar você
e teu vento não vai mais ventar
se o tempo um dia parar
já que não posso retroceder
ao desejo que estejas aqui
comigo
agora eu quero que estejas longe do meu,
tão seu olhar, que traz pra mim
(o que que eu vou fazer
se tu traz)
essa vontade de viver assim,
contigo tão bem perto de mim
me traí
ao trair-te, ao enganar-te me enganei
e enfim, tão cegamente que chorei
não soube o que dizer
achei que tu iria entender
que não foi por não mais te querer
FERNANDO CORRÊA [18:13]
bem vindo à paisagem
Das cores que me envaidecem
Daquelas que mais me encantam
Algumas me desagradam
Em dias de céu tão cinza
Quando o cinza não é só céu
Mas um mundo de concreto
De sentimentos deserto
Em dias de céu tão cinza
Quando a nuvem que vem avisa
Qua a chuva é passageira
E que ficar de bobeira
É a solução
FERNANDO CORRÊA [14:53]
Pra quebrar o gelo...Poemas de Ônibus!
Tempinho sem postar, ésses dias ví que tava tendo concurso pros novos Poemas de Ônibus, aquelas poesias quase tão podres quanto as minhas, porém nas quais os poetas (pseudo?) fazem tentativas de poesia concreta.... então resolvi escrever um poeminha a-la-omnibús pra vocês que passam por aqui...
Poema de ônibus I
Achei que estava
ficando louco
aos poucos
ao perder a consciencia
ao perder o tempo
ao perder-me
ao perder-te
Achei que estava
ficando louco
por muito pouco
por querer a bonança
por querer o vento
por querer-me longe
por querer-te tanto
Achei que estava
ficando louco
de tanto correr
de tanto cair
de ao te ver passar
desejar-te que me queira
Ao beijar-te junto ao queixo
Peço-te que não te queixes
Não te assustes, só me queira
Pois submissa te quero
E submerso(em versos e dúvidas) te espero
FERNANDO CORRÊA [23:08]
Eu não sou mais teu amigo se tu não entrar no site da justdust, minha banda de uma pessoa só (eu). Na real são só viagens curtas, espasmos involuntários de música, se é que podemos chamar aquilo de música. Entre e confira com seus próprios ouvidos sua primeira e última viagem vegetal. Sem mais.
FERNANDO CORRÊA [01:09]
Olá amiguinhos, a aula dessa semana é sobre poesia...todo mundo comigo: \o/POESIA PROFESSOR\o/....momentos autistas à parte....:::
"...Segue aí um momento de extrema reflexão recém passado observando o Guaíba, com um cachoro preso a uma coleira que por sua vez estava presa na minha mão esquerda. A direita revezava sua atenção entre uma caneta e um cigarro mágico, os dois instrumentos fundamentais para que este poema-tese se fizesse possível. Grande mão direita, por quantas já passamos juntos!
A batalha do tempo contra a poesia
A poesia foi embora com o último rastro de fumaça
Deixou o presente que não ficou não a memória
Pois poesia não se basta de imagens, a poesia está no momento
Se o momento se vai, a poesia fica
A poesia foi embora com a última tragada vencida
Deixou o presente que não ficou na memória
Pois poesia não fica, empenha-se para o futuro
Momentos passados em poesia são história"
FERNANDO CORRÊA [15:50]
Iriiiiii, cotovelice intensa dessa vez...tem a música, com a letra quase igual, mas isso era a "poesia", antes de eu arriscar qualquer porcaria no meu querido violão.
Here, be
When we first met, I never thought that I would be
Related to you as I am right now,
I don't know how it ended this way,
I filled my mind with the deep things you say
Now your face in my head, I'll let it go
To the one place it truly belongs
Deep inside my drawer, locked, forgotten
Pictures that I still keep 'em, love 'em
The way I thought I had loved you
Since the moment we first met
I never thought that I would be
Related to you like these
All the day long, I tried to rearrange my feelings
But it's not easy as it seemed to me,
And I first thought that this would end like a teen love
Let the wind take the tears, dry 'em
Todays ok, tomorrow I don't know if I'll be here
Since I dont know what you want for me
Just, please, honey sunny lovely baby
Don't you ever let me cry, never take away my willness to life,
Again, not doing it wrong
FERNANDO CORRÊA [23:25]
O post da vez é uma letra em inglês com tradução simulânea!
Essas aí são palavras do Fat Mike, o cara é um baita estrelinha mas faz umas letras afudês...poesia nata disfarçada de bobagem.
Clams have feelings too - NOFX (Moluscos também têm sentimentos) [ chaudière=ensopado de frutos do mar ]
Birds are dumb, 'cause small bird brains
But so are kids and old people
Some birds talk, most others sing
I don't see you eat a talking bird
(Pássaros são burros, pelos pequenos cérebros de pássaro)
(Mas assim também são as crianças e os velhos)
(Alguns pássaros falam, a maioria dos outros canta)
(Não te vejo comendo um pássarinho falante)
Pigs smell bad, they roll in poo
But so do kids and elderly
I don't see you chop off an old man's feet
Put 'em in a mason jar and pickle them
(Porcos cheiram mal, eles rolam na merda)
(Mas assim também fazem as crianças e os idosos)
(Eu não te vejo arrancando os pés de um velho homem)
(Botar eles numa tijela e picá-los)
No chowder for you, 'cause clams have feelings too
Actually they don't have central nervousness
No manhatten style, clams have the right to smile
Come to think about it, they don't have a face
(Sem chaudière pra você, por que os moluscos também têm sentimentos)
(Na realidade eles nem têm sistema nervoso)
(Sem "manhatten style", os moluscos tem o direito de sorrir)
(Pense bem sobre isso, eles nem têm cara)
They have no face, no place for ears
There's no clam eyes, to cry clam tears
No spinal cord, they must get bored
Might as well just put them out of misery
(Eles não têm cara, nem lugares pra orelhas)
(Não tem nenhum olho de molusco, pra chorar lágrimas de molusco)
(Sem coluna espinhal, eles dever ficar de saco cheio)
(Ou pode também valorizá-los)
I don't beleive it's selfish
To eat defenceless shellfish
No chowder for you, clams have feelings too
It could happen to you, clams have feelings too
I don't think they do, clams have feelings too
(Eu não acho que é egoísmo)
(Comer frutos do mar indefesos)
(Sem chaudière pra você, os moluscos também têm sentimentos)
(Isto poderia acontecer com você, os moluscos também têm sentimentos)
(Eu não acho que eles têm, os moluscos também têm sentimentos)
FERNANDO CORRÊA [11:28]
Apenas para constar: Claro que não adianta matar toda essa galera se a lei não for remodelada e etc....
FERNANDO CORRÊA [18:38]
voltando à rotina de letras
Essa letra eu escreví tempos atrás quando ví um assalto no centro, mas isso não importa. A letra é em inglês, por que não, eu não consigo mais escrever letras de música mais ou menos legais em português, e inglês, eu escrevo pior ainda, mas quase ninguém nota...hehehehe =)
Traior Little Glue Suckers
This young guy who lived in the streets once told me
Be aware of the dangers in the corner
And for the info he asked me for some quaters
(GRITO)FOR THE INFO I THOUGHT HE'D ONLY CHARGE THOSE QUARTERS
(GRITO)WHAT YOU'RE GONNA DO?
CHORUS
Hit me, it wasnt enought they robbed me
The fuckin moda' fuckers took my so beloved
Money, now how will I pay my bills
These motherfuckers only way out is to be killed
(GRITO)THESE MOTHERFUCKERS ONE WAY OUT IS TO BE KILLED
a letra fico por isso, até a revolta passa e acabarem as idéias. pode parece meio extremista, mas acho que a saida pra mais da metade desses marginais que ASSALTAM E ATÉ MATAM é realmente ser morto. o dinheiro que iriam gastar com ele, gastem impedindo que a róxima geração fique igual a eles, investe na educação, na geração de empregos e bota esses que não tem volto numa câmara de gás gigante. claro, isso não serve só pra esses marginais de 15-30 anos que tão aí batendo carteira pra comprar crack e loló, mas pra essa marginaliada que anda aí pela política, essemonte de gente corrupta que também pega dinheiro que poderia estar sendo MUITO MAIS bem-gasto.
I don't cara if poverty is not their fault
Don't come ask at my door for help
These kind of little traior deservers to die
(NÃOFALA)(And I will not be robed when comes the night)
FERNANDO CORRÊA [18:33]
Ok, digam o que quiserem dos meus poemas (ok, tentativas)...teve carinha sem nada pra fazer que fico me esculachando um tempão...eu escrevo por que gosto e quem não gostar, nem se de ao trabalho de ler. O nome do blog é DOR DE COTOVELO, logo os poemas são bixinhas mesmo, se não curtir vai embora. Se gostar, faz o favor de voltar por que eu to inspirado novamente (positivamente).
Esse aí embaixo é uma tentativa de escrever um negócio profundo e em português, mas eu não tenho vocabulário pra escrever poemeas profundos em português, então, se quiserem algo bom vão ler Shakespeare (que eu nunca lí pq odeio ler....livros)
Paixão 100 métrica
É paixão, paixão dobrada
Sofrida, querida sempre lembrada
Nas horas de estudo, nas horas de ócio
Nas horas de sono, sempre sonhada
As vezes já velha, as vezes no inicio
Se é velha é amor, no início é paixão
Paixão adolescente
De barba na cara, marmanjo carente
Que já não estuda, sem concentração
Que esquece do resto, da vida que há
E neste instante se põe a lembrar
Mais uma vez da já tão lembrada
E de tão lembrada, por ora manjada
Mas nunca esquecida, paixão da vida
Por um instante, paixão eterna
Noutro, paixão acabada
Passada
Doída
Chorada
Esquecida
Paixão
Mas agora, intensa, quase não aguenta
O seu próprio peso, sobre o coração
Por dentro, aumenta
Explode com um beijo
Paixão que é desejo
De companhia e de carne
De amizade e tesão
Por um instante, o mundo
Por um instante, um segundo
Só teme o não, o golpe injusto
Que fere a alma e fere os dias
E a tanto custo, paixão se esvazia
Transforma em noite o sol da manhã
O corpo já não responde aos estímulos
Da mente cansada de solucionar
Tão incompreensível este sentimento
Mas tão gostoso enquanto dura
Ora veneno, ora cura
É ambiguidade, morder a maçã
Mais deliciosa que pode existir
Faz chorar de tristeza
E de alegria, rir
Rir do sorriso do outro
Que olha no fundo dos olhos
Busca na escuridão a paixão que acalma
Que faz desistir e faz seguir
E é o suficiente
E nada mais vale a pena
E o tempo que resta
Que era interminável
Agora corre em oposição
E triste é o dia em que alcança
(Afinal, todo mundo se cansa
E cansada, se esvai a paixão)
Por um instante, paixão tão forte
Noutro, paixão acabada
Passada
Doída
Chorada
Esquecida
Morte
FERNANDO CORRÊA [19:10]
taí o que na minha opinião é a melhor música em inglês que eu escrevi até hoje...isso não significa que tu "tenhas" que gostar =)
Beated
It's been a while since I have last had this fun
The happiness grows inside myself and I can't help
Thinking you could be the woman of my life
'Though I'm affraid this woman makes me cry
There's something in your eyes that shake my heart inside
And make all the small feelings become rivers of delight
How could I be so touched, If I always thought I was
A fortress, but no power, can compare to what you move with your eyes
No one would imagine, the happiness would come back to shine...
In my life
Excitment or other words can not describe the feel
That your sensual look cause, it's this appeal
Please show me your weapons, what's you gun o' love
That beat me in the heart... which I thought I had lost
It's something in your grin that makes me smile with you
And it's the best sensation, it's amazin what you do
With a simple smile my heart was mended, I always thought I was
FERNANDO CORRÊA [11:49]
Allaya
Allaya what you're doing here
Haven't I told you not to come
I have tried so hard
But forget you so far
Is something very hard to do
You know the guilty was always you
I never made you say
What you don't wanna say
Now why am I just sitting here, when your face just brings me pain
Reminds me of old things that I did never want to do
Allaya, the guilty has been you
Allaya, why are you going away
Allaya baby please just stay
If I promise to change
Could we please rearange
The guilt was yours for being just, as desirable as the sun
Shining inside my life when darkness was all over me
Allaya, allow me to live
Allaya, Allaya...
Clique aqui e salve o destino como alaya.mp3. Depois clique duas vezes no que salvou e pode ouvir a música!
FERNANDO CORRÊA [23:10]
Letras.... essas são letras de músicas que eu escrevo no banheiro =)
I'm a pretender
And I know that you must feel it much more than I do but
I can't think of other things but crying with you now
If were sad, let's express
Anytime you feel the need to talk to me, just do it
It doesn't matter what you wanna say
For me is a pleasure just seeing your face
But then you ask
"Why are you saing that to me?
I think you lost sense of ridiculousness."
But your opinions are all wrong
You're always wrong
Don't come crying now, it doesn't matter how
I just don't want to lose my place
And now I can't take just seeing you face
You used to be the one
Now you're the boring one
I think you are so ridiculous for asking
"Why are you saing that to me?"
Then I know that you will miss me much more than I'll miss you
But if we kept on trying we would be fooling ourselves
And I don't want to scream "go to hell"
If sometimes you feel the need to talk to me, don't do it
Cause I don't wanna tell you the bad things I have to say
And the list keep growing every day
And you wonder
Why am I saying that to you
Why all our love has disapeared now
And if I'm writing you this song
It's cause I'm not strong
Enough to realise, that sometimes we reach
The limit point, the ending line
Now I will pretend that I don't like you
But you're smart enough to know that I
Didn't wanna say that to you
FERNANDO CORRÊA [23:04]
Faz tempo que não tenho idéias para poemas amorosos...por isso, pra voltar a ativa vou postar poemas que escrevo enquanto estou no banheiro... em breve pretendo ter um site com esses poemas musicados (grande parte deles é feito como letra de música mesmo...)
El traçero (Poeminha Portunhol)
Cagá sin si agachar
Es aricado
Despues si no limpar
Anti higienico
Y su cuelo
Tan peludito, mas belo
Passa un faz
Muy vagaroso
era isso...quem quiseh xingar xinga
FERNANDO CORRÊA [10:52]
Comente
Que é pra eu saber
Que tem algém que lê
Todas essas linhas
De palavras bobinhas
Pra saber se você
Acha interessante
Acha intediante
Ou coisa de bichinha
Mas não vá comentar
O que eu não quero escutar
Por que estou disposto
A apagar =)
ps: esse poema merece os piores dos comentários, eu sei... vá em frente, é só clicar ali ó...
FERNANDO CORRÊA [20:03]
Lembre-se
Não esqueça dos bons momentos
Eles podem não voltar
Não esqueça dos seus amigos
Eles sabem te perdoar
Não esqueça das dificuldades
Serviram pra te ensinar
E não esqueça que esquecer
É bem pior que não lembrar
p.s.: ultimamente estou sem criatividade, só tá saindo poema fraco...hehe
FERNANDO CORRÊA [16:01]
Pessoas de láHá pessoas morrendo em toda parte
Muito mais do que poderíamos desejar
Há pessoas morrendo por toda parte
Mas não como as pessoas de lá
Há pessoas morrendo por toda parte
E há pessoas que conseguem ignorar
Há pessoas indo para guerra
E pessoas querendo sair de lá
Há pessoas indo para a guerra
Lutando pelo que, afinal?
Há pessoas indo para a guerra
E cheia de receio está a Terra
Pessoas estúpidas têm o poder
De fazer a cabeça das pessoas
Pessoas estúpidas têm o poder
De fazer o mundo brigar à toa
Pessoas estúpidas têm o poder
De trazer paz mas infelizmente
Pessoas estúpidas têm o poder
De terem um ódio que ecoa
Pessoas estúpidas não sabem
Que podemos viver numa boa
Em memória de todas pessoas que irão morrer em conseqüência da guerra no Iraque
FERNANDO CORRÊA [16:50]
People There
There's people dying everywhere
So much more than people dared
There's people dying everywhere
But not as much as people there
There's people dying everywhere
And there is people who don't care
There's people goint to the war
And people who want to leave town
There's people going to the war
Fighting for what, after all?
There's people going to the war
And there is a world wich is full of doubt
Stupid people have the power
To make up people's mind
Stupid people have the power
To turn the world in a giant fight
Stupid people have the power
To bring peace but unfortunatelly
Stupid people have the power
Of being so stupid to don't think twice
In memory of all the people that are going to die in consequence of Iraq war
FERNANDO CORRÊA [16:38]
O cara que te entende
Nao me importa o que dizem sobre nos
gosto mesmo é quando estamos a sós
Nao me importa o que dizem sobre a gente
o que importa é que estamos contentes
Nao me importa o que dizem sobre você
o que importa é estarmos juntos para ver
Que os que agora nos julgam deste jeito
têm tambem todos os nossos defeitos
FERNANDO CORRÊA [16:58]
Naquele dia (musica velha bagarai)
Naquele dia eu era só um garoto
Perdido e sozinho
Precisando de carinho
Mas me diz
Por que que a vida então
Não permitiu que eu
Continuasse junto
De quem eu gostava mais
Todo amor em vão
Desperdicio de paixão
E eu acabei só
E ninguem me ajudou
Superar é dificil
Quando não se quer esquecer
Que bom que apareceu você
Vamos dar a volta lá fora
Nos divertir por uma hora
O mundo pode esperar
Temos que aproveitar
Vamos dar a volta lá fora
O sol já vai brilhar, eu sei que não demora
E se somos só eu e você
Vamos ficar até o dia amanhecer
FERNANDO CORRÊA [01:12]
Poeminhas pra menina que se foi
...Se fosse pra escolher entre sua amizade ou morrer
Eu preferia morrer
Pessoas mortas não amam, pessoas mortas não mentem
Pessoas mortas não tem que sofrer...pessoas mortas não tem que viver...
FERNANDO CORRÊA [00:55]
Independente
Faça o que quiser
Diga o que quiser
Pergunte o que quiser
E sinta o que não quer
Viver intensamente enquanto vivo?
Isso é algo real ou apenas uma forma
De não enchergar o que esta diante de nós
Nossos olhos estão longe
De estar distantes
Dos nossos pensamentos
esse é uma viagem, não é dor de cotovelo,foi escrito no banheiro...
FERNANDO CORRÊA [00:48]
De repente
De repente do meu olho uma lágrima escorreu
Com saudades do encanto entre o meu olhar e o teu
De repente meu coração traído e pisoteado
Chorou pela lembrança de ter estado apaixonado
De repente fui invadido por dor e incompreensão
E lembrei que tu falavas de amor e de paixão
De repente lembrei de como tinha esperado
O momento de te ver pra depois ser abandonado
De repente eu lembrei dos cartões que me enviaste
E de como tinha sido bom ler o que tu sentia
Num instante percebi que tudo o que eu precisava
Era te fazer feliz e ter a tua companhia
De repente recordei a primeira vez que te vi
E confesso que então até raiva eu senti
E lembrei que um dia te ouvi dizer
Que estava alegre por estar ao meu lado
Mas de repente não entendo o que saiu errado
De repente senti minha boca mordida
A boca que sorria e te fazia feliz
De repente tentei achar um rumo na vida
E toda minha paixão se transformou em ferida
De repente tu já não sentes mais nada
Tenho inveja da tua capacidade de esquecer
De repente por que não foste tu abandonada
Nem sei por que insisto em tentar saber
Por que de repente me sinto confuso e triste
Como tu consegues saber tanto o que quer?
De repente passei de um cara sortudo
A um simples amigo ou um cara qualquer
De repente o pior não foi ser esquecido
De repente estão certos, és ainda criança
Não há mais esperanças, mas eu sei que consigo
Deixar a porta aberta para fugirem as lembranças
E talvez tu nem lembre, mas um dia choraste
Ao percorrer a distância que então nos separou
E mais lagrimas correram quando a saudade apertou
Mas assim, de repente, a paixão se apagou
De repente um dia ainda vais perceber
Que o medo de amar só faz sofrer
O coração que deu o sangue por você
E que agora se contenta em viver
dedicado à todas as garotas decididas...
FERNANDO CORRÊA [18:52]
Olá a todos, bem vindo ao blog Dor de Cotovelo. Aqui estarei publicando poemas e musicas que eu escrevo em momentos de inspiração. Muitos acharão um lixo, outros quem sabe verão algo de bom...
FERNANDO CORRÊA [18:31]